sábado, 12 de fevereiro de 2011

Igreja, uma comunidade terapêutica



Rev Hernandes Dias Lopes

A igreja de Deus é a coluna e baluarte da verdade. Ela é filha da verdade, anda na verdade, é santificada na verdade e embaixadora da verdade. A igreja, porém, tempera a verdade com o amor. Ela fala a verdade em amor. Verdade sem amor fere; amor sem verdade engana. Para ser uma comunidade terapêutica, a igreja precisa falar a verdade e ao mesmo tempo amar as pessoas. Nas palavras de Jesus, a igreja “não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega”. O apóstolo Paulo exorta as igrejas da Galácia: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o, com espírito de brandura, e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6.1). Para que a igreja seja uma comunidade terapêutica, alguns princípios devem ser observados à luz do texto supra:

1. Uma igreja terapêutica não faz provisão para o pecado. Aqueles que vivem na prática do pecado não pertencem à igreja de Deus, pois quem vive pecando não conhece a Deus. O pecado na vida do crente é um acidente e não uma prática. O crente não pode pecar deliberadamente, intencionalmente. Não podemos fazer provisão para o pecado e ao mesmo tempo pertencermos à igreja do Deus vivo. Deus nos salvou do pecado e não no pecado; fomos chamados à santidade e à irrepreensibilidade.

2. Uma igreja terapêutica é conduzida pelo Espírito Santo. Quando Paulo fala: “vós, que sois espirituais” não está referindo-se a uma elite dentro da igreja. Os crentes em Cristo são aqueles que receberam o Espírito (Gl 3.2), nasceram do Espírito (Gl 4.29), andam no Espírito (Gl 5.16), produzem o fruto do Espírito (Gl 5.22,23), e vivem no Espírito (Gl 5.25). A igreja de Deus é uma comunidade terapêutica, porque os crentes, sendo espirituais, são agentes da cura e não instrumentos da morte.

3. Uma igreja terapêutica trata com sensibilidade os que tropeçam. O apóstolo ordena: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura”. A palavra usada pelo apóstolo procede da medicina. Foi usada no grego clássico para reparar um osso quebrado. Precisamos lidar com tato e sensibilidade com as pessoas que caem. Devemos ser intransigentes com o pecado, mas cheios de ternura com aqueles irmãos que são surpreendidos por ele. Não podemos esmagar aqueles que já estão quebrados nem ferir ainda mais aqueles que já estão machucados pela queda. A correção ao faltoso precisa ser com espírito de brandura e não com truculência. A disciplina visa a restauração do caído e não sua destruição.

4. Uma igreja terapêutica mantém-se vigilante para não cair em pecado. Paulo diz que devemos nos guardar para não sermos também tentados a cair nos mesmos pecados que reprovamos nos outros. Hipocrisia e soberba são armadilhas perigosas que aprisionam e adoecem a igreja. Seria hipocrisia condenar na vida do irmão o pecado que acariciamos no coração. Somos tendentes a projetar nossos próprios erros em alguém e condenar nesse alguém o que não temos coragem de enfrentar em nós mesmos. Vemos com mais facilidade um cisco no olho do irmão do que uma trave em nosso próprio olho. Coamos mosquitos e engolimos camelos. Uma igreja terapêutica não coloca fardos nas costas das pessoas, mas leva as cargas uns dos outros.


fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/12/igreja-uma-comunidade-terapeutica/

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Você Quer Estudar a Palavra de Deus?




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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Deseja ter um 2011 especial? Participe da Escola Dominical!

                        
 No domingo passado, por graça de Deus, participei da última Escola Bíblica Dominical do ano, na Assembleia de Deus em Jandira-SP, liderada pelo pastor e amigo Héber Ribeiro. Fiz um resumo abrangendo as treze lições, dando ênfase à última. Gosto da EBD e tenho uma grande dívida com essa instituição que transcende e precede a quase-centenária Assembleia de Deus. Foi na EBD que, ainda criança, aprendi a apreender a sã doutrina em meu coração.
Ao me despedir dos irmãos, na mencionada igreja, agradeci ao obreiro que me ajudou com a venda dos livros de minha autoria que sempre me acompanham, e ele me disse: “Conheço um irmão do Ceará que o ama muito, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente. Ele lê os seus livros. Ontem foi o seu aniversário. Depois vou ligar para ele, a fim de avisar-lhe que estive com o senhor”. E eu lhe respondi: “Por que o irmão não liga agora para ele? Gostaria muito de lhe dar os parabéns”.
Falei com o leitor cearense pelo celular, e ele ficou imensamente feliz. Ganhei o dia! E aproveito para lhe dar uma palavra de incentivo, caro internauta. Quando você estiver sendo hostilizado por alguns irmãos (irmãos?) invejosos ou maldizentes, lembre-se de que há muito mais pessoas que se importam com você! E mais: não se esqueça de que o Senhor Jesus, o melhor amigo, está sempre ao seu lado. Glória a Deus!
Bem, voltando à Escola Dominical, no primeiro trimestre de 2011 a revista da CPAD traz um ótimo estudo sobre o livro de Atos dos Apóstolos, também conhecido como Atos do Espírito Santo. Esse segundo título é valido e aplicável em razão de os servos de Deus da igreja primitiva terem feito a obra do Senhor sob a influência direta do poder dinâmico do Espírito (At 1.8; 4.31).
Atos dos Apóstolos é um livro maravilhoso. Ele possui 28 capítulos, mas não tem uma conclusão, haja vista a obra da Igreja de Cristo ainda não ter acabado. A gloriosa obra redentora do Senhor Jesus — a qual envolve encarnação, morte e ressurreição — já foi concluída. Cabe a nós, membros da Universal Assembleia, a Igreja do Senhor, independenemente da denominação à qual pertençamos, cumprir a Grande Comissão (Ap 28.19; Mc 16.15).
Para quem não sabe, 2011 é o primeiro ano da segunda década (2011-2020) do primeiro século (2001-2100) do terceiro milênio (2001-3000). Ufa! Que continuemos nesse novo ano a fazer a obra que Deus nos outorgou. Mas façamos isso seguindo o modelo da igreja de Atos dos Apóstolos, e não os atos das igrejas de “apóstolos”.
E lembre-se: Para ter um 2011 especial frequente a Escola Bíblica Dominical!

Ciro Sanches Zibordi




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Já Nasci com o Meu Destino Traçado?


Na visão cristã não existe predestinação. Você não nasceu predestinado a ir para o inferno ou para o céu; você não nasceu para ser fatalmente pobre ou rico. À base desta posição está a doutrina teológica do livre arbítrio. Esse dom de Deus permite que as escolhas humanas conduzam a conseqüências que determinam a nossa situação. Portanto as nossas decisões fazem com que as nossas vidas tomam esse ou aquele rumo.

É verdade que a Bíblia diz que somos povo eleito, povo predestinado. Calvino, dando peso a este pensamento bíblico, fez com que crescesse a idéia segundo a qual algumas pessoas, sem que fizessem nada, eram destinadas ao céu e outras ao inferno. Na Bíblia, invés, não encontramos fundamentos para tal afirmação. O lado oposto dessa visão de Calvino é a idéia que pensa que tudo é mérito da pessoa, sem ter em conta o fato da eleição.

Como dissemos, a Bíblia sublinha o fato que somos povo eleito. No Antigo Testamento Israel era o povo eleito. No Novo Testamento, invés, toda a Igreja se torna a raça eleita (veja 1Pedro 2,9). Poderíamos dizer que se somos raça eleita somos, de qualquer forma, predestinados, escolhidos, especiais. Isso é confirmado pela teologia de Paulo, sobretudo em Romanos e na carta aos efésios. No primeiro capítulo de Efésios lemos: Nele nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e rrepreensíveis diante dele no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, conforme o beneplácito da sua vontade (Efésios 1,4-5). E em Romanos 8,28-30: E nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio. Porque os que de antemão ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, a fim de ser ele o primogênito entre muitos irmãos. E os que predestinou, também os chamou; e os que chamou, também os justificou, e os que justificou, também os glorificou.

Sei que a sua pergunta é muito popular e então creio que reflexões teológicas abstratas podem ser ineficazes para a compreensão. Usemos, portanto, uma imagem para transmitir o nosso conceito teológico. Quando você pega um ônibus em Cajazeiras para João Pessoa, o seu destino é João Pessoa. Você está destinado a ir a João Pessoa. De qualquer forma, esse destino final não é irrevocável, não é fatal. De fato, durante a viagem, você pode mudar de idéia, pode receber uma notícia e decidir voltar; pode ser que aconteça um acidente, uma ponte pode ter caído e a estrada encontrar-se interrompida. São inúmeras as possibilidades que podem afastar você do seu destino. Inclusive pode ser que você adia a viagem, que não chegue no Rio hoje, mas daqui a um mês.

Com a nossa vida de cristãos acontece mais ou menos assim. Temos, é verdade, um destino (talvez seria correto dizer “destinação”), bem sintetizado por Agostinho: o nosso coração não repousa enquanto não encontrar o Senhor. Mas não é absolutamente seguro que todos chegaremos a esta meta. Tudo dependerá das escolhas que fizermos. A graça de Deus nos acompanha sempre e ilumina nossa mente para optar pela reta direção, mas nem todos seguem o Espírito.

Portanto, se você pensa que destino é qualquer situação que já está previamente estabelecida (por Deus ou pelos astros), independente da sua vontade, ele não existe. Existe, invés, o destino, entendido como meta, ao qual somos chamados, que é a vida em Cristo.
 
fonte: http://www.abiblia.org/perguntasView.asp?id=830